Exploração de gás e petróleo assusta Costa Vicentina

“Nem Allgarve nem Oilgarve.” População da Carrapateira, Aljezur, começou a mobilizar-se contra a prospeção de petróleo e gás.

A sala do Centro Cultural Recreativo “Amigos da Carrapateira” encheu-se na quinta-feira à noite para ouvir falar de nomes estranhos como o fracking ou a fraturação hidráulica, que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo. Mas nem alguma confusão criada pelos termos técnicos consegue mudar as certezas da população: Terra da costa vicentina, a Carrapateira (concelho de Aljezur) quer continuar a ser conhecida pelo surf e pela bela praia do Amado e não por ter furos para encontrar petróleo ou gás de xisto. “Nem Allgarve nem Oilgarve. Queremos o nosso Algarve”, sintetizou ao DN Laurinda Seabra, presidente da Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve (ASMAA).

Está em marcha um movimento popular e de autarcas algarvios contra a prospeção e exploração de petróleo e gás naquela “fatia” da costa, prevista tanto em terra (onshore) como no mar (offshore), na bacia do Alentejo e na bacia do Algarve. “Nem um furo, nem agora nem no futuro”, é o nome da campanha da ASMAA lançada oficialmente na quinta-feira, com autocolantes para colar no carro, t-shirts e uma petição para as populações assinarem. A comunidade da Carrapateira foi a eleita para a primeira de várias sessões públicas de esclarecimento das populações dos concelhos de Aljezur e Tavira contra o “Oilgarve”.

in Diário de Notícias

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