Quercus. Pagar sacos plásticos foi o melhor que aconteceu ao ambiente

O melhor e o pior para o ambiente? A associação ecologista Quercus fez o balanço do ano.

Fotografia: Reinaldo Rodrigues / Global Imagens

Pagar os sacos de plástico foi o melhor que podia ter acontecido ao ambiente em 2015. Quem o diz é a associação ecologista Quercus que, pelo lado negativo, elegeu a poluição no rio Tejo como um dos piores factos ambientais de 2015 e a legislação que penaliza o consumo de sacos de plástico como um dos melhores.

A lista foi hoje divulgada, em comunicado, com a Quercus a esperar, nas perspetivas ambientais para 2016, que os municípios optem mais por métodos não químicos, alternativos aos herbicidas, para combater plantas infestantes e que o Estado invista mais na educação e sensibilização ambiental para as áreas protegidas.

A associação alerta para os “recorrentes episódios de poluição” no rio Tejo, que fazem com que se “apresente, ano após ano, mais degradado e ameaçado”, tendo sido “detetadas barreiras que impedem a migração” de peixes.

A lista de piores factos ambientais engloba as metas de reciclagem de lixo, o aumento de eucaliptais “à custa sobretudo da conversão de pinhais-bravos”, a fraude nas emissões de gases nos veículos a gasóleo do grupo Volkswagen, os incêndios florestais, a falta de alimentos para aves necrófagas, o Parque Eólico da Torre de Moncorvo, projetado para uma zona de proteção, e o envenenamento ilegal de aves em perigo de extinção, como o abutre-preto e o abutre-do-Egito.

In Dinheiro Vivo

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