Universidade de Coimbra lidera a luta contra o carbono

A instituição de ensino superior está a implementar medidas no sentido de diminuir a sua pegada ecológica e tornar-se a primeira universidade portuguesa neutra em carbono até 2030

© Maria João Gala / Global Imagens

Todos os novos estudantes que este ano se matricularam na Universidade de Coimbra receberam um kit de boas vindas diferente do habitual: todo o plástico foi substituído por materiais recicláveis. 

A mudança já começou há alguns meses, com a promoção de uma construção mais sustentável. “Todos os novos edifícios que estamos a construir são classe A, ou seja, ambientalmente eficientes”, explica o representante da instituição. Além disso, já está a ser preparada a instalação de painéis fotovoltaicos e, “progressivamente”, toda a iluminação antiga está a ser substituída por leds.

A partir de janeiro de 2020, já não será servida carne de vaca nas refeições das 14 unidades alimentares da instituição,que será substituída “por outros nutrientes que irão ser estudados, mas que será também uma forma de diminuir aquela que é a fonte de maior produção de CO2 que existe ao nível da produção de carne animal”.

Ao nível das residências de estudantes, explica Amílcar Falcão que têm “uma política própria nas nossas residências ao nível da promoção da reciclagem (com a colocação de ecopontos) e da sensibilização para os desperdícios alimentares”.

Todos os estudantes estão também convidados a aderir ao programa “UC Plantas”, através do qual podem “cuidar de uma árvore durante um tempo, num vaso, enquanto tiver uma dimensão compatível com o ambiente doméstico” e depois reflorestá-la em espaços verdes da região.

Amílcar Falcão explica: “Temos de fazer tudo o que está ao nosso alcance para que as futuras gerações não venham a sofrer pelos comportamentos negativos que as gerações que as antecederam tiveram. Portanto, como universidade, entendemos que temos de dar o exemplo aos nossos estudantes, que são jovens atentos a esta realidade, e enviar sinais à comunidade em geral”, disse, em entrevista ao Diário de Notícias.

O representante da instituição revela ainda que estão a ser estudadas “alternativas ao acesso aos pólos da universidade”, para reduzir a poluição automóvel circundante.

Adaptadação da notícia de Catarina Reis publicada no Diário de Notícias a 17 de setembro de 2019

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