Aumento do nível do mar é quase o dobro do calculado

O aumento do nível do mar, por todas as causas, foi de 2,74 milímetros por ano, muito acima do esperado.

A amplitude do aumento do nível do mar, em consequência do aquecimento dos oceanos, tem sido subestimada e é quase o dobro do que tinha sido anteriormente calculada, alertaram hoje cientistas alemães.

O aquecimento global provoca violentas tempestades, explicaram os cientistas, cujos resultados do estudo foram publicados na revista da Academia Americana de Ciências.

O nível do mar pode subir devido ao degelo e à expansão da água com o aquecimento. Até agora, os investigadores estimavam entre 0,7 e 1 milímetro o aumento anual do nível do mar associado ao aquecimento global. Mas, depois de lerem atentamente os mais recentes dados de satélite, referentes ao período entre 2002 e 2014, concluíram que o nível do mar aumentou anualmente 1,4 milímetros.

“Até agora, subestimamos até a ligação entre o aquecimento global e o aumento do nível do mar”, afirmou o professor universitário Jurgen Kusche, um dos autores do estudo.

in Diário de Notícias

Portugueses desenvolvem detergente amigo do ambiente a partir de lixo

Projeto foi vencedor na categoria de Investigação na iniciativa Green Projects Awards e recebeu o Prémio Jerónimo Martins para Investigação e Desenvolvimento.

Investigadores portugueses chegaram a uma solução para produzir detergentes amigos do ambiente e menos tóxicos que os derivados do petróleo, a partir de materiais como lenhocelulose e açucares encontrados no lixo, uma descoberta já patenteada.

“Procuramos produzir uma molécula de maior valor que pode, de alguma forma, substituir potencialmente produtos derivados do petróleo, como os detergentes”, disse hoje à agência Lusa César Fonseca, cientista que, no Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), coordenou o trabalho.

As conclusões obtidas “têm essencialmente duas vantagens, uma é a produção destes detergentes a partir de matéria-prima renovável, como resíduos ou lixo, e por outro lado, estas moléculas, sendo produzidas biologicamente, também são menos tóxicas e biodegradáveis”, resumiu.

in Diário de Notícias

Chama-se Zero. É uma nova ONG de ambiente portuguesa

Associação quer ligar as questões ambientais, sociais e económicas e mobilizar a sociedade portuguesa.

Nasceu este sábado uma nova ONG do ambiente em Portugal. Chama-se Zero e quer fazer a diferença nas lutas ambientais mas também na sociedade portuguesa. “A ideia é olhar não apenas para as temáticas tradicionais de ambiente, como a preservação dos oceanos ou dos ecossistemas terrestres e das questões ambientais típicas, mas fazer também a ligação às questões económicas e aos problemas do desenvolvimento sustentável”, afirma ao DN Francisco Ferreira, o presidente da direção da nova associação ambiental, que fez hoje em Fátima a sua primeira assembleia geral.

“Temos um objetivo fundamental que é acabar com as desigualdades no país e queremos mobilizar a sociedade e as pessoas para a participação e influenciar os decisores nesse sentido”, explica o presidente da nova ONG, que se dedicará também a questões como a das alterações climáticas e da energia, um dos problemas que dominam hoje a civilização humana. O nome Zero-Associação Sistema Terrestre Sustentável é, de resto, inspirado na meta inscrita no Acordo de Paris, que saiu em Dezembro da Cimeira do Clima na capital francesa, que prevê para a segunda metade do século XXI o fim das emissões de gases com efeito de estufa por queima de combustíveis fósseis. Concretizar essa meta implica necessariamente outros zeros – zero desperdício, zero consumo insustentável, zero desigualdade económica ou zero destruição dos ecossistemas – e a nova associação quer trabalhar para todos eles.

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Portugal viola diretiva tratamento de águas residuais em 44 locais

As águas residuais não tratadas podem estar contaminadas com bactérias e vírus perigosos, lembra tribunal da UE.

Há 44 locais do país onde Portugal não está a cumprir a diretiva de tratamento de águas residuais, um incumprimento ” suscetível de provocar danos irreparáveis ao ambiente”, declarou esta quinta-feira o Tribunal de Justiça da União Europeia.

Em causa está a diretiva 91/271/CEE, que estipula que as descargas em água doce e estuários de águas residuais urbanas partir de sistemas coletores de locais com 2 000 a 10 000 pessoas devem ser sujeitas a um tratamento secundário ou processo equivalente.

O acórdão surge depois de um recurso da Comissão Europeia, por entender que Portugal não tomou medidas de planeamento para cumprir a diretiva e não cumpriu ao “nível adequado de tratamento das águas residuais urbanas de 44 aglomerações”, lê-se na nota divulgada à imprensa.

in Diário de Notícias